29 de dezembro de 2010

Uma nova chance para amar

Costuma-se dizer que o homem é um ser adormecido. Despreocupado dos objetivos da jornada humana, transita pelo Mundo como sonâmbulo que fala e ouve, desligado da realidade.

Uma nova chance para amar, do autor Adeilson Salles, retrata história de um famoso advogado que não se importava com a família e muito menos com seus funcionários. Por acontecimentos que a vida mostrou, descobriu que os bens materiais não são nada perante o amor.


Por Mirlei Saes

Categoria: Romance espírita.

19 de dezembro de 2010

Cravo na Lapela


Qual é o segredo de Lucas? Por que usava um cravo na lapela do paletó? O que se esconde por trás de sua solidão, de sua recusa em entregar ao amor e dividir a existência com uma mulher?

Diante de sua nova realidade, Lucas relembra o passado e prepara-se para enfrentar o futuro.

Cravo na lapela, psicografado pela médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, retrata como nós não devemos ser apegados aos bens materiais e criar ilusões sobre uma pessoa que no momento demonstra ser algo que na realidade não é.

Um livro interessante e muito educativo, que ensina também que muita franqueza quando mal utilizada pode machucar o nosso próximo.

Uma leitura que nos proporciona momentos de reflexão! Leia!



Por Mirlei Saes





Categoria: Romance espírita.

Novamente Juntos


O que há por trás de encontros inusitados, de almas que de repente se encontram, se apaixonam e decidem compartilhar seus sonhos, alegrias e desventuras.

Ana e Gustavo se conhecem no restaurante em que ela trabalha e, imediatamente, ele se apaixona e decide convidá-la para morar em sua chácara, iniciando, assim, uma nova fase de suas vidas. Contudo, a vida sempre prepara surpresas.

O livro Novamente Juntos, psicografado pela médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, fala de encontros e desencontros, afinidade e afeto ressurgido entre duas pessoas que se reencontram para viver sua história de amor.

Uma obra que retrata principalmente a força da muher, que passou por muitas dificudades e continuou sua luta com amor e muita fé.

Recomendadíssimo!!!

Por Mirlei Saes
Categoria: Romance espírita.

21 de novembro de 2010

Desejo de liberdade

DIAS, Ricardo. Desejo de liberdade. Catanduva: Boa Nova, 2010.

Desejo de liberdade é uma obra que narra a história de Valentino, jovem filho do barão do café na época triste da escravidão.

Seu ideal de vida sempre foi a libertação de seus amigos negros. Com muita luta e dedicação consegue melhorar a vida na senzala e também realizar o sonho de Muzú, escravo mais velho de sua fazenda, retornar à sua terra natal.
"Na criação do mundo, Deus criou o homem e lhe deu as condições de sobreviver e procriar. Os homens eram brancos. Depois de algum tempo o homem se tornou astuto e perverso. Começou a enganar os seus semelhantes e a tentar lubridiar Deus.
Deus ficou furioso e criou o homem negro, sendo ele bom e justo. Essa foi a maneira de Deus evidenciar ao branco os seus erros. No entanto, o homem branco era esperto e acabou dominando os negros, aproveitando-se deles e os escravizando.
Ouvindo a história e pensando a respeito, eu lhe perguntei:
- Mas como Deus permitiu essa injustiça, deixando os brancos dominarem os negros?
Então ele completou:
- Deus como recompensa determinou que os negros teriam mais tempo de vida que eles sobre a terra. Como todos na hora da morte sempre lutam por um segundo a mais de vida, essa seria a dádiva destinada aos negros. Aos brancos restaria a reflexão de que, se tivessem sido bons e retribuíssem o amor aos outros, poderiam ter vivido mais".
Esse livro é mais do que uma história sobre a escravidão no Brasil. Trata-se de um compendio sobre todas as mazelas de uma sociedade. Ricardo Dias apresenta os dramas, as lutas e as vitórias de um povo oprimido e também daqueles que dedicaram a vida aos ideais abolicionistas.
Com toda certeza, um livro emocionante e que valerá momentos de muita reflexão!
Por Mirlei Saes
Categoria: Romance espírita.

9 de novembro de 2010

A beleza está nos olhos de quem vê

CURY, Camila. A beleza está nos olhos de quem vê. Rio de Janeiro: Sextante, 2010.


As mulheres de todo o mundo estão sofrendo uma das maiores torturas psicológicas de todos os tempos: a ditadura da beleza Basta uma olhada rápida numa revista de moda ou num comercial de TV para compreender que a sociedade criou um padrão de beleza inatingível, totalmente fora da realidade da mulher comum.

A consequência disso é que, como a maioria de nós não se enquadra nesse padrão, nos sentimos inferiores e nos tornamos amargas e fechadas, como se a felcidade dependesse do número do nosso manequim.

Por nos fixarmos tanto na imagem externa, esquecemos de dar valor à nossa essência, aos nossos talentos, às coisas que nos tornam únicas e especiais. E então nos encolhemos no casulo do medo e da segurança.

Na obra A beleza está nos olhos de quem vê, a autora e psicóloga Camila Cury (filha do escritor e psiquiatra Augusto Cury) nos ajuda a redescobrir a capacidade de amar a nós mesmas pelo que somos e não pelo que aparentamos.

Um livro que, além de nos ajudar a compreender o nosso EU, ensina a ver realmente quem somos e a verdadeira beleza que possuimos. Fascinante!

6 de novembro de 2010

Desaparecidas

MOONEY, Chris. Desaparecidas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. (Suma policial).


Darby McCormick conhecia Melaine Cruz e Stacey Stephens havia anos. Amigas de infância, celebravam então o aniversário de 16 anos de Mel, numa bebedeira descompromissada no bosque próximo a sua casa. Mal sabiam que aquela noite marcaria o fim trágico da amizade das três jovens: ao testemunharem acidentalmente o brutal assassinato de uma mulher, elas fugiram apavoradas do local, mas deixara pistas suficiente para que o criminoso as encontrasse e garantisse o silêncio eterno delas. Das três amigas, somente Darby sobreviveu.

Anos mais tarde, ela trabalha como investigadora para o Departamento de Polícia de Boston. Sua função é justamente vasculhar cenas de crimes em busca até das pistas que pareçam mais insignificantes. Como se quisesse, insconscientemente, vingar-se do assassino de suas amigas.

Quando uma jovem é levada de sua própria casa no meio da noite, uma testemunha inesperada cruza o caminho da jovem investigadora. A moça, Rachel Swanson, está em estado de choque, malnutrida - e estava desaparecida havia cinco anos. Como ela, existem outras, de que suas famílias nunca mais ouviram falar. E que podem ter sido vítimas do mesmo psicopata. Possivelmente o mesmo que há anos aterroriza os pesadelos de Darby.

Em Desaparecidas, Chris Mooney consegue prender o leitor do início ao fim. Uma obra no estilo do seriado CSI de tirar o fôlego.

Se você gosta de ficção policial, esse livro não pode faltar na sua leitura!!!


Chris Mooney nasceu em Lynn, Massachuset, e vive atualmente em Boston com sua esposa e seu filho. Escreveu Deviant Ways (2000), World Without End (2001) e Remembering Sarah (2004), obra ganhadora do Edgar Award. É também autor da série de livros policiais de Darby McCormick, da qual Desaparecidas é o primeiro volume. Para maiores informações, acesse: http://www.chrismooneubooks.com/

2 de novembro de 2010

O Jardim Secreto de Eliza

MORTON, Kate. O jardim secreto de Eliza. Rio de Janeiro: Rocco, 2009.

Acabei de finalizar a leitura do livro "O Jardim Secreto de Eliza" e, novamente, a autora Kate Morton me proporcionou momentos deliciosos e fantásticos!

A autora tem um jeito singular de escrever: ela mistura romance histórico com atualidade, além de muitos mistérios e segredos que cercam a sociedade da Europa do século XIX e XX. O seu segundo livro conta a história de Nell O´Connor que, aos 4 anos, é abandonada em um navio rumo à Australia. Carregando apenas uma pequena mala, sozinha e com medo, ela chama por Autora, uma misteriosa mulher que prometeu cuidar dela, mas que desapareceu sem deixar rastros.

"Estava escuro onde ela estava agachada, mas a menina fez o que tinham mandado. A dama tinha dito para esperar, que ainda não era seguro, que elas tinham que ficar bem quietinhas. Era uma brincadeira, a menina sabia, igual a esconde-esconde. De trás dos tonéis de madeira, a menina ouvia. Formou uma imagem em sua mente, como papai tinha ensinado. Homens, próximos e distantes, marinheiros, ela supunha, gritavam uns com os outros. Vozes altas e brutas, cheias do mar e seu sal. Ao longe: sirenes de navios, apitos de metal, remos batendo na água; e, no alto, gaivotas cinzentas gritando, asas abertas para absorver a luz do sol. A dama ia voltar, ela dissera que ia, mas a menina tinha esperança de que fosse logo".

Em 1975, Nell decide viajar pela Cornualha para recuperar seu passado e descobrir, finalmente, suas raízes. Guiada por um livro de contos de fadas vitorianos, a única pista que possui, vai desvendando página a página o segredo que liga à mansão Blackhurst. Trinta anos depois, a neta de Nell, Cassandra recebe uma inesperada herança de sua avó. Deixando para trás os surbúbios de Brisbane, a jovem ruma para a mesma região da Inglaterra onde Nell se aventurara décadas atrás.

Lá encontra um chalé em ruínas, com um jardim secreto, temido pelos habitantes locais, devido a sua lendas assombrosas. É nesse misterioso lugar que esconde a trágica verdade sobre a Autora de contos de fadas, Eliza Makepeace e sua verdadeira relação com a pequena menina abandonada no navio.

Imperdível!



Kate Morton é formada em artes dramáticas e literatura inglesa. Seu primeiro romance, "A Casa das Lembranças Perdidas" (fascinante!!!), foi best-seller absoluto na Inglaterra e traduzido em 31 países, inclusive no Brasil. Vive em Brisbane, na Autralia, com o marido e dois filhos.




Por Thais Miassi

22 de outubro de 2010

Eu, Christiane F. 13 anos, drogada, prostituída...

Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída... 47. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
A obra "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída", um clássico dos anos 70 e 80, tornou-se novamente um fenômeno de vendas.
Após anos e anos livre das drogas, a personagem principal do livro (história verídica de Christiane) voltou a drogar-se pelas ruas de Berlim. Essa triste notícia apareceu nos principais jornais e revistas pelo mundo há pouco tempo.
Infelizmente, é o retrato atual da sociedade em que vivemos: crianças e jovens sem estrutura familiar, ou que não tem uma personalidade forte para dizer não às drogas, ou até mesmo a influência daqueles que consideram amigos.
O livro retrata a vida de Christiane F., que, na época, com apenas 13 anos, usava heroína diariamente, realizava pequenos furtos e se prostituia para manter o vício.
Christiane quis que este livro viesse a público, pois assim como quase todos os viciados em drogas, desejava romper o silêncio opressivo que cerca a questão dos tóxicos entre os adolescentes.
Todos os sobreviventes da turma de Christiane, bem como seus pais, apoiaram o projeto do livro e concordaram, para reforçar a autenticidade deste documento, com a publicação de nomes e fotografias.
Terminei o livro me sentindo totalmente arrasada: como a sociedade ignora as pessoas viciadas, como uma família não percebe, logo no início, o envolvimento da pequena adolescente no mundo das drogas? Será que os pais da pequena garota não quiseram enxergar a realidade? Remetendo aquela velha e conhecida frase: "nunca na minha família acontecerá isso, somente na vida dos vizinhos".
"Como pude não perceber o que estava acontecendo com Christiane? Diversas vezes me fiz essa pergunta. A resposta é simples, mas tive que conversar com vários pais para suportá-la: eu não queria reconhecer que minha filha se tornara uma viciada. É simples. Enquanto pude, fechei os olhos para não enxergar" (Início do relato da Mãe de Christiane).
Revoltante, pois nos traz uma realidade que a sociedade tenta esconder ou deixar de lado os problemas daqueles que o procuram!
Vale a pena ler e conhecer um pouco mais da triste história de Christiane F.
Por Thais Miassi

21 de outubro de 2010

Nada Dura Para Sempre

SHELDON, Sidney. Nada dura para sempre. Rio de Janeiro: Record, 2009.

Acabei de ler um livro que a principio achei o titulo um pouco forte mas no decorrer da trama passei a entender melhor. O livro é : Nada Dura para Sempre- de Sidney Sheldon .
Três médicas que trabalham no mesmo hospital passam por todo tipo de pressão e preconceito por serem mulheres.
Uma história de erros, acertos e enganos no julgamento de outras pessoas. As Doutoras Paige, Kat e Honey vivem uma rotina totalmente extressante para provar que são competentes mas o dia a dia mostra que de uma hora para outra as coisas podem mudar.
Uma trama envolvente que mistura amor, mentira, assassinato e outros sentimentos. Quem é mau ou quem é bom? A única certeza é a de que tudo pode mudar e Nada dura para sempre.
Por Cynira B.

6 de outubro de 2010

Mulheres, Comida & Deus

Alguns meses atrás, li em uma revista de culto a "beleza" e ao "corpo perfeito", sobre um livro que havia transformado a vida da apresentadora norte-americana, Oprah Winfrey. Fiquei interessada em conhecer tal obra que prometia transformar nossa visão e crença sobre a comida.



ROTH, Geneen. Mulheres, comida e Deus. São Paulo: Lua de Papel, 2010.
Tenho certeza absoluta que achei que seria impossível tal fato. Afinal, desde minha adolescência sofro com problemas sérios de "engorda-emagrece-engorda". Cobrança de namorados, de amigos e até mesmo familiares, mas o pior: a cobrança que eu me fazia diariamente - "você é o ser mais gordo do planeta", "você é enorme", "que braços são esses?" e muitos outros.


Quando recebi em casa o livro "Mulheres, Comida & Deus" me identifiquei na hora. Como o nosso superego tende a nos maltratar, a nos considerar a pior espécie. E descobri que esse problema não afetou somente a mim por anos e anos, mas que existem muitas mulheres que enfrentam diariamente esse poder autodestrutivo.


"Queremos ser magras porque a magreza é a suposta moeda corrente da felicidade, da paz e do contentamento em nossa época. E, embora essa moeda seja uma mentira - os jornais estão cheios de celebridades magérrimas infelizes - a maioria dos sistemas de perda de peso não traz felicidade para as pessoas. Ou paz. Ou contentamento. A magreza não resolve o vazio que não tem forma, peso ou nome. Até mesmo uma dieta extremamente bem-sucedida é um fracasso colossal porque dentro do novo corpo está o mesmo coração apertado. A fome espiritual não pode ser resolvida no nível físico".


Após o término do livro, descobri um novo pensar na relação "comida x emagrecimento". Não. Literalmente, não, não estou falando mentiras ou algo surreal... realmente, nos apegamos tanto a concepção de que sermos magras seremos felizes, que quando conquistamos tal objetivo, nos frustramos no final .... e não encontramos a felicidade.


Mas, qual o motivo disso? Qual explicação? Na maioria das pessoas, a compensação na comida está relacionada a algum problema não resolvido e a culpa acaba sempre recaindo no fato de estar gorda.


Vale a pena ler o livro de Geneen Roth. Recomendo. E sei que muitas mulheres que se encontrarem com as palavras e reconhecerem o problema, assim como eu descobri, entenderão que a comida não é o combustível para o alcance de nossa felicidade.




Por Thais Saes Miassi

23 de agosto de 2010

Sepulcro - Kate Mosse


Quando conheci o primeiro livro da autora Kate Mosse, "Labirinto", me assustei pela quantidade de páginas. Creio que são mais de 700 páginas de história. No início, pelo tempo corrido, fiquei preocupada em não conseguir desenvolver a leitura e a história se perder com o passar dos dias. Mas, para espanto meu, terminei a leitura em pouquíssimos dias. Como uma autora pode nos prender tanto assim?


Por esses dias, chegou até minhas mãos, o segundo livro de Mosse, "Sepulcro", através de uma amiga que também é fanática pelo mundo literário (obrigada, Cynira!). Pude apostar na hora que teria novamente dias de aventura e muito entusiasmo.


Terminei a leitura agora pouco e fiquei chateada pelo fim das páginas... desejei que a história de Leónie Verner continuasse!


A história de "Sepulcro" se passa em dois momentos: em 1891, na cidade de Paris e Rennes-le-Bains, e no ano de 2007, na mesma região. Duas personagens têm seus destinos cruzados pelas cartas de tarô: Leónie e Meredith, mulheres que vivem em dois séculos diferentes, mas os seus destinos, segundo as cartas, são apenas um.


Leónie muda-se de Paris com seu irmão Anatole, para passar uma temporada de férias em Herdade do Cade, juntamente com sua tante Isolde, viúva do irmão de sua mãe. No inicio, não entende a pressa que Anatole tem em tirá-la de Paris, sua vontade é de não deixar rastros pela capital parisiense.


A adolescente sabe que o irmão esconde algo, mas deixa-se de pensar nisso ao se deparar com a beleza da casa de sua tia. Curiosa, Leónie passa os dias em Herdade do Cade vasculhando os jardins, a floresta, ouve boatos das lendas sobre seres estranhos e depara-se com um livro misterioso escrito pelo seu falecido tio.


O livro contava a história real de um Sepulcro, localizado na área de Herdade do Cade, que, através das notas musicais certas e das cartas de tarô colocadas corretamente poderiam invocar espíritos.


Leónie busca mais informações e sua curiosidade é mais forte. Encontra o Sepulcro tão bem descrito pelo seu tio. Mas, coisas estranhas começam acontecer...


Paro por aqui. Não deixe de ler essa fantástica aventura.

6 de agosto de 2010

Capítulo 2 - Livro Sem Título

Por Thais M.
Os artifícios do Ilusionismo existem há séculos, contudo suas artes estavam relacionadas aos feiticeiros. Ganhou força somente no século 18, tornando-o popular por toda Europa. Um dos mais famosos ilusionistas foi Harry Houdini, mais conhecido como “Rei das Fugas”.

No final do século 20, o Ilusionismo voltou a fama através de mestres como Doug Henning e seu pupilo David Copperfield. Mas, em Berlim, pouco conhecido em seu próprio país como no resto do mundo, surge Hans Fitzberg, o melhor ilusionista de todos os tempos, e mestre de Klaus Andersen.

Klaus estava com, exatamente, 11 anos quando conheceu Hans na feira em que sua família trabalhava. O mestre, alto, magro, cabelos loiros e compridos, amarrado em um rabo de cavalo, não se simpatizava com crianças. Na barraca de frutas, preferia ser atendido pelo irmão mais velho de Klaus.

Mas, algo despertava o interesse do pequeno menino. Cada vez que seus olhares se cruzavam, Klaus sentia-se como envolto de um poder, algo inexplicável para sua pouca idade. Um dia, percebeu que os olhos de Hans mudavam de cor, passavam de um azul turquesa para um vermelho vivo. Não conseguia compreender como aquilo era possível.

Em outra ocasião, Klaus notou que o homem misterioso acendia seu longo charuto com o fogo que saia de seu dedo indicador. Fascinado com tão atitude, Klaus começou a conversar com Hans, nos breves momentos em que comprava maçãs ou peras.

- Bom dia, senhor. – exaltava o menino assim que via Hans.

Mas este nada respondia. Apenas fingia que aquele menino não existia.

No outro dia:

- Senhor, bom dia. Posso lhe ajudar?

Sem êxito, Klaus se encolhia num canto na barraca e espera seu irmão, Frederick atender o homem.

Mas, um dia, ao perceber que Hans se auto-levitou discretamente na feira, o pequeno Klaus não se conteve. Arrancou-lhe a sacola que carregava suas frutas e disse que lhe ajudaria a levar suas compras até sua residência.
Hans não acreditava não ousadia desse menino e sua vontade imediata era assustar o menino e que ele nunca mais o perturbasse. Para isso, pegou uma pomba que estava comendo alguns farelos de pão na beirada da calçada e começou a esmagá-la com os pés. Penas voavam e chicoteavam por todos os lados.

Pensando que o menino sairia correndo por tamanha brutalidade, Hans parou. Klaus simplesmente olhou para o homem e disse:

- Sei que isso é somente uma encenação. A pombinha está sob a sua cabeça, escondida no seu chapéu.

Como esse garoto descobriu umas das técnicas mais perfeitas de Hans? Seus passos foram aplicados minuciosamente, enquanto fingia prender a pomba com seu pé, o ilusionista a trocou por uma trouxinha de penas e levou a pequena ave para seu chapéu, em milésimos de segundos, jamais um olho humano comum teria facilidade de ver tal movimento, ainda mais um garoto pobre do subúrbio de Berlim.

Intrigando, perguntou ao menino como ele descobrira. Klaus respondera:

- Simplesmente, vi tudo!

Hans notou que esse menino tinha algum dom ou talento especial para o Ilusionismo. Seu fascínio pelas suas mágicas, seu olhar, sua admiração e seu raciocínio rápido, fizeram que o mestre sentisse uma vontade de lhe ensinar algumas técnicas, inicialmente, simples e porque não, bobas da arte da ilusão.

Ao chegaram à casa de Hans, um pequeno sobrado, cinza, do estilo colonial, com uma imensa porta de madeira na entrada, totalmente desproporcional ao tamanho da casa, o mestre se agacha até a altura do menino e pergunta:

- Ao passar por essa porta, você conhecerá um mundo totalmente diferente de sua realidade, da realidade da maioria das pessoas. É algo para se temer. Que dá arrepios, onde o sobrenatural se confundirá com realidade, e nada na vida se tornará mais fascinante e perturbado do que esse novo mundo. Assim, como meu mestre me mostrou o verdadeiro caminho quando eu tinha a sua idade, você está recebendo hoje o mesmo convite. Mas, saiba, pequeno Klaus Andersen, que sei da sua vida mais do que você pensa e você foi o escolhido.

Klaus jamais tinha visto esse homem fora da feira, como ele poderia insinuar que o conhecia mais do que a si próprio. Mas, sua vontade de adentrar porta adentro era mais forte que tudo. Sentia que algo na sua vida iria mudar drasticamente e não queria pensar nas conseqüências.

Ao passar pela grande porta, seu corpo se enrijeceu.

Continua....

Sussurro - Becca Fitzpatrick

“Os olhos de Patch eram como órbitas negras. Absorviam tudo e não devolviam nada. Não que eu quisesse saber mais sobre ele. Se não gostei do que vi por fora, duvidava de que fosse gostar do que espreitava lá no fundo o único porém é que isso não era bem a verdade. Eu adorei o que vi. Músculos longos e esguios nos braços, ombros largos, mas relaxados, e um sorriso que era meio debochado, meio sedutor. Estava difícil convencer a mim mesma de que deveria ignorar algo que já começava a parecer irresistível”.



Assim começa a eletrizante história de Nora Grey. No fundo, ao começar a ler “Sussuro” da Série Hush Hush, duvidava que algum outro autor conseguisse se destacar após a Best-selller Stephenie Meyer. Mas, não me julguem antes: o que acabei de afirmar é que ocorreu um “boom” de livros sobre vampiros, demônios, etc... sendo esse tema o mais “queridinho” dos últimos dois anos.


Becca Fitzpatrick conseguiu conciliar o ritmo de aventura, mistério e suspense nessa obra, não se entregando a uma nova saga de vampiros, mas sim anjos caídos. Tudo começa quando Nora, a pedido do seu professor de Biologia, Sr. McConaughy, troca de parceiro de estudos. É nessa oportunidade que conhece Patch, misterioso aluno recém-chegado à escola de Coldwater.


Como se fosse atraída por um ímã gigantesco, Nora se vê envolvida com esse rapaz. Mas, conforme seu relacionamento e sentimento cresce, fatos misteriosos começam acontecer: atropela um homem com máscara de esquiador e este tenta a matar, cai de uma montanha-russa, mas é salva misteriosamente, e sua melhor amiga, Vee, é atacada por esse mesmo homem.


Patch sabe de tudo da vida de Nora, mas ela nada sabe dele. Tenta por diversas vezes questioná-lo, mas ele sabe como desconcentrá-la. Em uma briga que o rapaz se envolveu Nora nota uma estranha cicatriz nas costas de Patch: um grande V, de cabeça para baixo. O que seria isso? Cicatriz de briga? Acidente de carro? Sua mente estava completamente confusa.


Se você, assim como eu, gosta de aventuras de tirar o fôlego, leia “Sussurro” e entre nessa fantástica história sobre anjos caídos.

26 de julho de 2010

Trecho Inédito do Livro "A.V.C."- Jeam Camilo

Que brilho maior pode haver o das estrelas? O dos seus olhos castanhos... revelados só para mim... e você...E esconda do Universo curioso e invejoso...Enquanto seus braços cuidam felizes do doce encanto...que os céus não podem oferecer...
(Jeam Camilo - A.V.C.)


19 de julho de 2010

Capítulo 1 - Livro Sem Título

Por Jeam C.
No dia do desaparecimento, Emily havia seguido novamente sua estagnada rotina, como se fosse um replay de um antigo filme do Chaplin, sem a menor graça e glamour. Poderia ter sido qualquer outro dia igual ao outro dia, igual ao mesmo de sempre, mas não aquele.

Chegando ao escritório, Emily deparou-se com um, anormalmente irritado Sr. Ramón. Era de se estranhar, já que, diferentemente de sua esposa elegante e grosseira, o Sr. Ramón era desses tipos que temos dó ao vê-lo de braços dados com alguém como a Sra. Ramón.

Rosto cansado, porém altivo, como se tivesse levado uma vida toda dedicado ao trabalho e esquecido de desfrutar dos benefícios que um bom salário poderiam proporcionar, o Sr. Ramón desistiu de certas ambições pessoais ao se deparar com tantos casos obscuros, ao ter que lidar com as faces mais assustadoras do ser humano... a Sra. Ramón então, assumiu a dianteira, e, se impondo de uma forma quase ditatorial no casamento e nos negócios, foi a responsável pelo não afundamento da carreira dele, da empresa, e do casamento em si, ou o que restava dele.

Não era de se espantar, no entanto, que Emily o encontrasse com rosto cansado e deprimido, ainda mais naquelas circunstâncias de caos em que o local se encontrava. Na verdade, o escritório estava à beira de um colapso. A caixa de e-mails de Emily já acumulava 34 mensagens para serem lidas, todas com um único título: CASO JONATHAN. Sentou-se, e logo aparece Raul, um dos queridinhos e asquerosos protegidos da Sra. Rabugenta.

- Já sabe do caso?

- Saberei caso você me deixe trabalhar.

- Hummm, acordou de bom humor. Gosto dessas.

- Dessas como sua mãe?

- Epa! Calma lá! Leia sobre o menininho desaparecido. Teremos muito há conversar.

Mal sabia Emily que sim, iriam conversar muito ainda.

O caso não parecia muito anormal do que se encontra diariamente não fosse um detalhe: Jonathan, de apenas 4 anos, era filho de Klaus Andersen, poderoso e internacionalmente conhecido ilusionista. Casado com Tamara Oliveira Andersen, vieram ao Brasil para uma longa temporada de apresentações. Klaus ainda percorreria toda a Europa, mas Tamara queria dar um lar estabilizado para o pequeno Jonathan.

Na noite da última apresentação de Klaus, Jonathan simplesmente desaparece de dentro de sua casa. Sem pistas. Sem nada.

O mais importante para o caso, era a discrição, mesmo a mídia tendo tomado esse, como algo a ser difundido de todas as formas, sem escrúpulos, como de praxe.

Teriam problemas especialmente com Márcia Anteves, jornalista implacável, e, sim, algo digna num meio de pulhas.

A agência foi contatada minutos após os pais terem percebido o desaparecimento.

Emily estava perturbada. O pai e a mãe aparentavam frieza, mas era tão cedo ainda para afirmarem um envolvimento... era até mesmo insano pensar em algo do tipo.

Teria pela frente, longas horas para ver e rever papéis e e-mails, longas reuniões e discussões.

Era apenas algo superior à secretária, mas, numa agência de investigação, uma secretária nunca é apenas uma secretária e Emily revezava-se entre atender telefonemas, fazer pesquisas, organizando e cruzando documentos para formular relatórios especulativos sobre os casos... enfim, acabava fazendo uma pré-investigação antes de passar os dados dos casos.

Um fato a intrigou: Klaus já havia uma ficha lá. Em poucas páginas leu sobre seu primeiro casamento... e que Jonathan não era o primeiro filho seu a desaparecer...

14 de julho de 2010

Prólogo - Livro Sem Título

Caros Blogueiros,
Meu grande amigo e bibliotecário, Jeam Camilo, e eu estamos com um projeto inusitado (pelo menos, para nós).
Desenvolvemos um livro, onde cada capítulo é escrito ora por mim ora por ele, porém ambos desconhecemos o enredo e o destino de cada personagem. Conforme os capítulos estiverem prontos, divulgarei no blog.
Aqui vai o prólogo elaborado por mim.
Espero que gostem!!!
E em breve, o capítulo 1 por Jeam C.
Prólogo

Para Emily, o tempo não passava. Tudo seguia sempre a mesma rotina: acordava sempre às 6 horas, 6 h e 15 terminava de pentear seus longos cabelos negros, 6h e 20 desdobrava a camisa branca e a abotoava sobre seu corpo magro e extremamente pálido e vestia sua velha calça preta de oxford. Seu café da manhã resumia-se a uma pequena torrada que já perdera a crocância, uma xícara de café sem açúcar e após, uma longa tragada no primeiro cigarro do dia.

Pontualmente às 6h55, pegava o metrô da Linha Azul, próximo de sua residência. Apesar de não considerar sua casa como um lar doce lar, Emily se apaixonara pela aquela pequena kitinete no momento em que a viu.

- Pode-se perceber que, apesar das rachaduras e mofos pela parede do quarto, esse imóvel é ótimo para pessoas sozinhas – disse o corretor – com esse visual tudo indica que você viverá para sempre nessa imundice ­– a vista é privilegiada, tendo um lindo parque aos fundos, pela janela você verá crianças, jovens e velhos passeando entre as árvores – nossa, essa garota deveria tomar um sol nesse belo parque.

Emily nada respondia. Apenas olhava fixamente o chão encardido e algumas pequenas manchas escuras ao redor do lugar em que julgara caber uma cama de casal. Seus dedos finos deslizavam sobre uma pequena cômoda que o morador anterior largara.

- Como estamos em um bairro tranqüilo e bem próximo do centro da cidade, o valor, posso dizer, está ótimo. Se você pagar à vista, sairá por 30.000 reais e a documentação será por conta do antigo proprietário – continuou o corretor.

Emily já havia imaginado o quanto custaria a sua nova vida, mas ao invés de expressar a sua vontade imediata de fechar o negócio, simplesmente parou para observar as gotículas de suor que emanavam sem parar do rosto gordo do corretor, que não aparentava mais de 50 anos.
- Amanhã, levo minha documentação e fecharemos o contrato – afirmou a garota.

Enquanto o metrô deslizava pela estação, Emily pensou nas longas pilhas de papéis que a esperavam no trabalho. Eram documentos para serem organizados a pedido de sua chefe, Sra. Ramón.

Fazia mais de 5 anos que Emily trabalhava no Escritório Liberti & Ramón, especializado em investigação. Não gostava de sua função, mas a Sra. Ramón a contratou com a promessa de que logo subiria de cargo, mas isso não foi cumprido ao longo desses anos.

- EEEEEmily – gritava a chefe – cadê as documentações referente ao Caso do Menino Jonathan? – como essa garota é burra – falei para você deixá-las na minha mesa ontem e você não pode nem fazer isso?

- Desculpa, senhora. Mas não é minha culpa – apressou-se Emily.

- Sempre a mesma ladainha. Emily, é difícil de você entender o que falo? Por acaso, falamos em línguas diferentes?

- Não, senhora. Por favor, deixa eu lhe explicar: o seu marido esteve aqui quase na hora de fecharmos o escritório. Queria conversar contigo, mas a senhora já havia saído. Como ele queria falar com você imediatamente, ele foi até a sua sala para usar o telefone.

- E?

- Perguntou sobre o relatório de Jonathan e eu entreguei a ele. Ficou curioso com toda a repercussão que teve na mídia. E me prometeu que deixaria em cima de sua mesa assim que saísse da sala, depois de falar com você pelo telefone.

- Mas, não está aqui. Emily, Emily... você deveria ter conferido antes de se mandar embora. Da próxima vez, não quero mais esse tipo de erro. Afinal, você é paga muito bem para fazer esses serviços que qualquer um faria.

Ao abrir a gaveta, a Sra. Ramón encontrou a documentação que desejava. E fez um gesto para que a garota sumisse de sua frente.

- Com o dinheiro que você me paga, mal dá para comprar comida e cigarro, sua vaca, pensou. - Desculpe mais uma vez, disse fechando a porta da sala da Sra. Ramón e encaminhando para sua velha escrivaninha.

Após organizar as pilhas de papéis, Emily pegou os jornais do dia e começou a procurar sobre notícias que fossem interessantes para a sua chefe. Sem se espantar, verificou que os três jornais locais falavam novamente sobre o menino Jonathan.

AONDE ESTARÁ O PEQUENO JONATHAN?

PAIS PODEM SER PRINCIPAIS SUSPEITOS, instigava um jornal.

JONATHAN E O TRÁFEGO DE ÓRGÃOS.

A PEDOFILIA TERIA FEITO MAIS UMA VÍTIMA?

Foram criadas diversas hipóteses sobre o desaparecimento de Jonathan, desde rapto, assassinato, pedofilia até vingança. Mas, nada era concreto. A polícia de São Paulo não tinha provas e nem sequer uma informação sobre o paradeiro do menino.

No dia do desaparecimento.... Continua...

13 de julho de 2010

Trilogia Millenium

Faz, aproximadamente, 4 anos que não escrevo no blog. A ausência é devida a diversos fatores: mudança de trabalho, de cidade, novas oportunidades, etc.

Mas, esse ano de 2010 o blog vai ser alimentado frequentemente - afinal, assim espero!!!

Dando início a nova etapa, comentarei alguns livros que li e me trouxeram novas ideias e/ou simplesmente me proporcionaram momentos de incríveis prazeres e imaginação.

O primeiro de uma lista imensa: Trilogia Millenium - composta pelos livros "Os homens que não amavam as mulheres", "A menina que brincava com o fogo" e "A rainha do castelo de ar" do autor sueco Stieg Larsson.



A trilogia está relacionada a dois personagens principais: Lisbeth Salander e Mikhael Blowkvist.

Lisbeth, uma das personagens mais incríveis que conheci, é uma hacker fora de série, que se vê envolvida em situações de risco de morte, assassinatos, crimes, desvio de dinheiro. Sua personalidade forte, antipática, esquisita e extremamente introvertida, faz com que Millenium seja um fenômeno mundial de vendas.

O seu parceiro, Mikhael, um famoso repórter jornalístico, se vê envolvido em falsas acusações. Junto com Lisbeth, e diversas outras mulheres, Mikhael torna-se o verdadeiro homem do século XXI.

Para aqueles que gostam de ação, leiam a Trilogia Millenium. Surpreenda-se em cada capítulo dessa fascinante aventura de uma hacker e um jornalista.


P.S. Stieg Larsson, ao finalizar a trilogia, não pode contemplar sua obra nas livrarias. Teve um enfarto fulminante após entregar o último livro ao seu editor.