26 de julho de 2010

Trecho Inédito do Livro "A.V.C."- Jeam Camilo

Que brilho maior pode haver o das estrelas? O dos seus olhos castanhos... revelados só para mim... e você...E esconda do Universo curioso e invejoso...Enquanto seus braços cuidam felizes do doce encanto...que os céus não podem oferecer...
(Jeam Camilo - A.V.C.)


19 de julho de 2010

Capítulo 1 - Livro Sem Título

Por Jeam C.
No dia do desaparecimento, Emily havia seguido novamente sua estagnada rotina, como se fosse um replay de um antigo filme do Chaplin, sem a menor graça e glamour. Poderia ter sido qualquer outro dia igual ao outro dia, igual ao mesmo de sempre, mas não aquele.

Chegando ao escritório, Emily deparou-se com um, anormalmente irritado Sr. Ramón. Era de se estranhar, já que, diferentemente de sua esposa elegante e grosseira, o Sr. Ramón era desses tipos que temos dó ao vê-lo de braços dados com alguém como a Sra. Ramón.

Rosto cansado, porém altivo, como se tivesse levado uma vida toda dedicado ao trabalho e esquecido de desfrutar dos benefícios que um bom salário poderiam proporcionar, o Sr. Ramón desistiu de certas ambições pessoais ao se deparar com tantos casos obscuros, ao ter que lidar com as faces mais assustadoras do ser humano... a Sra. Ramón então, assumiu a dianteira, e, se impondo de uma forma quase ditatorial no casamento e nos negócios, foi a responsável pelo não afundamento da carreira dele, da empresa, e do casamento em si, ou o que restava dele.

Não era de se espantar, no entanto, que Emily o encontrasse com rosto cansado e deprimido, ainda mais naquelas circunstâncias de caos em que o local se encontrava. Na verdade, o escritório estava à beira de um colapso. A caixa de e-mails de Emily já acumulava 34 mensagens para serem lidas, todas com um único título: CASO JONATHAN. Sentou-se, e logo aparece Raul, um dos queridinhos e asquerosos protegidos da Sra. Rabugenta.

- Já sabe do caso?

- Saberei caso você me deixe trabalhar.

- Hummm, acordou de bom humor. Gosto dessas.

- Dessas como sua mãe?

- Epa! Calma lá! Leia sobre o menininho desaparecido. Teremos muito há conversar.

Mal sabia Emily que sim, iriam conversar muito ainda.

O caso não parecia muito anormal do que se encontra diariamente não fosse um detalhe: Jonathan, de apenas 4 anos, era filho de Klaus Andersen, poderoso e internacionalmente conhecido ilusionista. Casado com Tamara Oliveira Andersen, vieram ao Brasil para uma longa temporada de apresentações. Klaus ainda percorreria toda a Europa, mas Tamara queria dar um lar estabilizado para o pequeno Jonathan.

Na noite da última apresentação de Klaus, Jonathan simplesmente desaparece de dentro de sua casa. Sem pistas. Sem nada.

O mais importante para o caso, era a discrição, mesmo a mídia tendo tomado esse, como algo a ser difundido de todas as formas, sem escrúpulos, como de praxe.

Teriam problemas especialmente com Márcia Anteves, jornalista implacável, e, sim, algo digna num meio de pulhas.

A agência foi contatada minutos após os pais terem percebido o desaparecimento.

Emily estava perturbada. O pai e a mãe aparentavam frieza, mas era tão cedo ainda para afirmarem um envolvimento... era até mesmo insano pensar em algo do tipo.

Teria pela frente, longas horas para ver e rever papéis e e-mails, longas reuniões e discussões.

Era apenas algo superior à secretária, mas, numa agência de investigação, uma secretária nunca é apenas uma secretária e Emily revezava-se entre atender telefonemas, fazer pesquisas, organizando e cruzando documentos para formular relatórios especulativos sobre os casos... enfim, acabava fazendo uma pré-investigação antes de passar os dados dos casos.

Um fato a intrigou: Klaus já havia uma ficha lá. Em poucas páginas leu sobre seu primeiro casamento... e que Jonathan não era o primeiro filho seu a desaparecer...

14 de julho de 2010

Prólogo - Livro Sem Título

Caros Blogueiros,
Meu grande amigo e bibliotecário, Jeam Camilo, e eu estamos com um projeto inusitado (pelo menos, para nós).
Desenvolvemos um livro, onde cada capítulo é escrito ora por mim ora por ele, porém ambos desconhecemos o enredo e o destino de cada personagem. Conforme os capítulos estiverem prontos, divulgarei no blog.
Aqui vai o prólogo elaborado por mim.
Espero que gostem!!!
E em breve, o capítulo 1 por Jeam C.
Prólogo

Para Emily, o tempo não passava. Tudo seguia sempre a mesma rotina: acordava sempre às 6 horas, 6 h e 15 terminava de pentear seus longos cabelos negros, 6h e 20 desdobrava a camisa branca e a abotoava sobre seu corpo magro e extremamente pálido e vestia sua velha calça preta de oxford. Seu café da manhã resumia-se a uma pequena torrada que já perdera a crocância, uma xícara de café sem açúcar e após, uma longa tragada no primeiro cigarro do dia.

Pontualmente às 6h55, pegava o metrô da Linha Azul, próximo de sua residência. Apesar de não considerar sua casa como um lar doce lar, Emily se apaixonara pela aquela pequena kitinete no momento em que a viu.

- Pode-se perceber que, apesar das rachaduras e mofos pela parede do quarto, esse imóvel é ótimo para pessoas sozinhas – disse o corretor – com esse visual tudo indica que você viverá para sempre nessa imundice ­– a vista é privilegiada, tendo um lindo parque aos fundos, pela janela você verá crianças, jovens e velhos passeando entre as árvores – nossa, essa garota deveria tomar um sol nesse belo parque.

Emily nada respondia. Apenas olhava fixamente o chão encardido e algumas pequenas manchas escuras ao redor do lugar em que julgara caber uma cama de casal. Seus dedos finos deslizavam sobre uma pequena cômoda que o morador anterior largara.

- Como estamos em um bairro tranqüilo e bem próximo do centro da cidade, o valor, posso dizer, está ótimo. Se você pagar à vista, sairá por 30.000 reais e a documentação será por conta do antigo proprietário – continuou o corretor.

Emily já havia imaginado o quanto custaria a sua nova vida, mas ao invés de expressar a sua vontade imediata de fechar o negócio, simplesmente parou para observar as gotículas de suor que emanavam sem parar do rosto gordo do corretor, que não aparentava mais de 50 anos.
- Amanhã, levo minha documentação e fecharemos o contrato – afirmou a garota.

Enquanto o metrô deslizava pela estação, Emily pensou nas longas pilhas de papéis que a esperavam no trabalho. Eram documentos para serem organizados a pedido de sua chefe, Sra. Ramón.

Fazia mais de 5 anos que Emily trabalhava no Escritório Liberti & Ramón, especializado em investigação. Não gostava de sua função, mas a Sra. Ramón a contratou com a promessa de que logo subiria de cargo, mas isso não foi cumprido ao longo desses anos.

- EEEEEmily – gritava a chefe – cadê as documentações referente ao Caso do Menino Jonathan? – como essa garota é burra – falei para você deixá-las na minha mesa ontem e você não pode nem fazer isso?

- Desculpa, senhora. Mas não é minha culpa – apressou-se Emily.

- Sempre a mesma ladainha. Emily, é difícil de você entender o que falo? Por acaso, falamos em línguas diferentes?

- Não, senhora. Por favor, deixa eu lhe explicar: o seu marido esteve aqui quase na hora de fecharmos o escritório. Queria conversar contigo, mas a senhora já havia saído. Como ele queria falar com você imediatamente, ele foi até a sua sala para usar o telefone.

- E?

- Perguntou sobre o relatório de Jonathan e eu entreguei a ele. Ficou curioso com toda a repercussão que teve na mídia. E me prometeu que deixaria em cima de sua mesa assim que saísse da sala, depois de falar com você pelo telefone.

- Mas, não está aqui. Emily, Emily... você deveria ter conferido antes de se mandar embora. Da próxima vez, não quero mais esse tipo de erro. Afinal, você é paga muito bem para fazer esses serviços que qualquer um faria.

Ao abrir a gaveta, a Sra. Ramón encontrou a documentação que desejava. E fez um gesto para que a garota sumisse de sua frente.

- Com o dinheiro que você me paga, mal dá para comprar comida e cigarro, sua vaca, pensou. - Desculpe mais uma vez, disse fechando a porta da sala da Sra. Ramón e encaminhando para sua velha escrivaninha.

Após organizar as pilhas de papéis, Emily pegou os jornais do dia e começou a procurar sobre notícias que fossem interessantes para a sua chefe. Sem se espantar, verificou que os três jornais locais falavam novamente sobre o menino Jonathan.

AONDE ESTARÁ O PEQUENO JONATHAN?

PAIS PODEM SER PRINCIPAIS SUSPEITOS, instigava um jornal.

JONATHAN E O TRÁFEGO DE ÓRGÃOS.

A PEDOFILIA TERIA FEITO MAIS UMA VÍTIMA?

Foram criadas diversas hipóteses sobre o desaparecimento de Jonathan, desde rapto, assassinato, pedofilia até vingança. Mas, nada era concreto. A polícia de São Paulo não tinha provas e nem sequer uma informação sobre o paradeiro do menino.

No dia do desaparecimento.... Continua...

13 de julho de 2010

Trilogia Millenium

Faz, aproximadamente, 4 anos que não escrevo no blog. A ausência é devida a diversos fatores: mudança de trabalho, de cidade, novas oportunidades, etc.

Mas, esse ano de 2010 o blog vai ser alimentado frequentemente - afinal, assim espero!!!

Dando início a nova etapa, comentarei alguns livros que li e me trouxeram novas ideias e/ou simplesmente me proporcionaram momentos de incríveis prazeres e imaginação.

O primeiro de uma lista imensa: Trilogia Millenium - composta pelos livros "Os homens que não amavam as mulheres", "A menina que brincava com o fogo" e "A rainha do castelo de ar" do autor sueco Stieg Larsson.



A trilogia está relacionada a dois personagens principais: Lisbeth Salander e Mikhael Blowkvist.

Lisbeth, uma das personagens mais incríveis que conheci, é uma hacker fora de série, que se vê envolvida em situações de risco de morte, assassinatos, crimes, desvio de dinheiro. Sua personalidade forte, antipática, esquisita e extremamente introvertida, faz com que Millenium seja um fenômeno mundial de vendas.

O seu parceiro, Mikhael, um famoso repórter jornalístico, se vê envolvido em falsas acusações. Junto com Lisbeth, e diversas outras mulheres, Mikhael torna-se o verdadeiro homem do século XXI.

Para aqueles que gostam de ação, leiam a Trilogia Millenium. Surpreenda-se em cada capítulo dessa fascinante aventura de uma hacker e um jornalista.


P.S. Stieg Larsson, ao finalizar a trilogia, não pode contemplar sua obra nas livrarias. Teve um enfarto fulminante após entregar o último livro ao seu editor.