23 de agosto de 2010

Sepulcro - Kate Mosse


Quando conheci o primeiro livro da autora Kate Mosse, "Labirinto", me assustei pela quantidade de páginas. Creio que são mais de 700 páginas de história. No início, pelo tempo corrido, fiquei preocupada em não conseguir desenvolver a leitura e a história se perder com o passar dos dias. Mas, para espanto meu, terminei a leitura em pouquíssimos dias. Como uma autora pode nos prender tanto assim?


Por esses dias, chegou até minhas mãos, o segundo livro de Mosse, "Sepulcro", através de uma amiga que também é fanática pelo mundo literário (obrigada, Cynira!). Pude apostar na hora que teria novamente dias de aventura e muito entusiasmo.


Terminei a leitura agora pouco e fiquei chateada pelo fim das páginas... desejei que a história de Leónie Verner continuasse!


A história de "Sepulcro" se passa em dois momentos: em 1891, na cidade de Paris e Rennes-le-Bains, e no ano de 2007, na mesma região. Duas personagens têm seus destinos cruzados pelas cartas de tarô: Leónie e Meredith, mulheres que vivem em dois séculos diferentes, mas os seus destinos, segundo as cartas, são apenas um.


Leónie muda-se de Paris com seu irmão Anatole, para passar uma temporada de férias em Herdade do Cade, juntamente com sua tante Isolde, viúva do irmão de sua mãe. No inicio, não entende a pressa que Anatole tem em tirá-la de Paris, sua vontade é de não deixar rastros pela capital parisiense.


A adolescente sabe que o irmão esconde algo, mas deixa-se de pensar nisso ao se deparar com a beleza da casa de sua tia. Curiosa, Leónie passa os dias em Herdade do Cade vasculhando os jardins, a floresta, ouve boatos das lendas sobre seres estranhos e depara-se com um livro misterioso escrito pelo seu falecido tio.


O livro contava a história real de um Sepulcro, localizado na área de Herdade do Cade, que, através das notas musicais certas e das cartas de tarô colocadas corretamente poderiam invocar espíritos.


Leónie busca mais informações e sua curiosidade é mais forte. Encontra o Sepulcro tão bem descrito pelo seu tio. Mas, coisas estranhas começam acontecer...


Paro por aqui. Não deixe de ler essa fantástica aventura.

6 de agosto de 2010

Capítulo 2 - Livro Sem Título

Por Thais M.
Os artifícios do Ilusionismo existem há séculos, contudo suas artes estavam relacionadas aos feiticeiros. Ganhou força somente no século 18, tornando-o popular por toda Europa. Um dos mais famosos ilusionistas foi Harry Houdini, mais conhecido como “Rei das Fugas”.

No final do século 20, o Ilusionismo voltou a fama através de mestres como Doug Henning e seu pupilo David Copperfield. Mas, em Berlim, pouco conhecido em seu próprio país como no resto do mundo, surge Hans Fitzberg, o melhor ilusionista de todos os tempos, e mestre de Klaus Andersen.

Klaus estava com, exatamente, 11 anos quando conheceu Hans na feira em que sua família trabalhava. O mestre, alto, magro, cabelos loiros e compridos, amarrado em um rabo de cavalo, não se simpatizava com crianças. Na barraca de frutas, preferia ser atendido pelo irmão mais velho de Klaus.

Mas, algo despertava o interesse do pequeno menino. Cada vez que seus olhares se cruzavam, Klaus sentia-se como envolto de um poder, algo inexplicável para sua pouca idade. Um dia, percebeu que os olhos de Hans mudavam de cor, passavam de um azul turquesa para um vermelho vivo. Não conseguia compreender como aquilo era possível.

Em outra ocasião, Klaus notou que o homem misterioso acendia seu longo charuto com o fogo que saia de seu dedo indicador. Fascinado com tão atitude, Klaus começou a conversar com Hans, nos breves momentos em que comprava maçãs ou peras.

- Bom dia, senhor. – exaltava o menino assim que via Hans.

Mas este nada respondia. Apenas fingia que aquele menino não existia.

No outro dia:

- Senhor, bom dia. Posso lhe ajudar?

Sem êxito, Klaus se encolhia num canto na barraca e espera seu irmão, Frederick atender o homem.

Mas, um dia, ao perceber que Hans se auto-levitou discretamente na feira, o pequeno Klaus não se conteve. Arrancou-lhe a sacola que carregava suas frutas e disse que lhe ajudaria a levar suas compras até sua residência.
Hans não acreditava não ousadia desse menino e sua vontade imediata era assustar o menino e que ele nunca mais o perturbasse. Para isso, pegou uma pomba que estava comendo alguns farelos de pão na beirada da calçada e começou a esmagá-la com os pés. Penas voavam e chicoteavam por todos os lados.

Pensando que o menino sairia correndo por tamanha brutalidade, Hans parou. Klaus simplesmente olhou para o homem e disse:

- Sei que isso é somente uma encenação. A pombinha está sob a sua cabeça, escondida no seu chapéu.

Como esse garoto descobriu umas das técnicas mais perfeitas de Hans? Seus passos foram aplicados minuciosamente, enquanto fingia prender a pomba com seu pé, o ilusionista a trocou por uma trouxinha de penas e levou a pequena ave para seu chapéu, em milésimos de segundos, jamais um olho humano comum teria facilidade de ver tal movimento, ainda mais um garoto pobre do subúrbio de Berlim.

Intrigando, perguntou ao menino como ele descobrira. Klaus respondera:

- Simplesmente, vi tudo!

Hans notou que esse menino tinha algum dom ou talento especial para o Ilusionismo. Seu fascínio pelas suas mágicas, seu olhar, sua admiração e seu raciocínio rápido, fizeram que o mestre sentisse uma vontade de lhe ensinar algumas técnicas, inicialmente, simples e porque não, bobas da arte da ilusão.

Ao chegaram à casa de Hans, um pequeno sobrado, cinza, do estilo colonial, com uma imensa porta de madeira na entrada, totalmente desproporcional ao tamanho da casa, o mestre se agacha até a altura do menino e pergunta:

- Ao passar por essa porta, você conhecerá um mundo totalmente diferente de sua realidade, da realidade da maioria das pessoas. É algo para se temer. Que dá arrepios, onde o sobrenatural se confundirá com realidade, e nada na vida se tornará mais fascinante e perturbado do que esse novo mundo. Assim, como meu mestre me mostrou o verdadeiro caminho quando eu tinha a sua idade, você está recebendo hoje o mesmo convite. Mas, saiba, pequeno Klaus Andersen, que sei da sua vida mais do que você pensa e você foi o escolhido.

Klaus jamais tinha visto esse homem fora da feira, como ele poderia insinuar que o conhecia mais do que a si próprio. Mas, sua vontade de adentrar porta adentro era mais forte que tudo. Sentia que algo na sua vida iria mudar drasticamente e não queria pensar nas conseqüências.

Ao passar pela grande porta, seu corpo se enrijeceu.

Continua....

Sussurro - Becca Fitzpatrick

“Os olhos de Patch eram como órbitas negras. Absorviam tudo e não devolviam nada. Não que eu quisesse saber mais sobre ele. Se não gostei do que vi por fora, duvidava de que fosse gostar do que espreitava lá no fundo o único porém é que isso não era bem a verdade. Eu adorei o que vi. Músculos longos e esguios nos braços, ombros largos, mas relaxados, e um sorriso que era meio debochado, meio sedutor. Estava difícil convencer a mim mesma de que deveria ignorar algo que já começava a parecer irresistível”.



Assim começa a eletrizante história de Nora Grey. No fundo, ao começar a ler “Sussuro” da Série Hush Hush, duvidava que algum outro autor conseguisse se destacar após a Best-selller Stephenie Meyer. Mas, não me julguem antes: o que acabei de afirmar é que ocorreu um “boom” de livros sobre vampiros, demônios, etc... sendo esse tema o mais “queridinho” dos últimos dois anos.


Becca Fitzpatrick conseguiu conciliar o ritmo de aventura, mistério e suspense nessa obra, não se entregando a uma nova saga de vampiros, mas sim anjos caídos. Tudo começa quando Nora, a pedido do seu professor de Biologia, Sr. McConaughy, troca de parceiro de estudos. É nessa oportunidade que conhece Patch, misterioso aluno recém-chegado à escola de Coldwater.


Como se fosse atraída por um ímã gigantesco, Nora se vê envolvida com esse rapaz. Mas, conforme seu relacionamento e sentimento cresce, fatos misteriosos começam acontecer: atropela um homem com máscara de esquiador e este tenta a matar, cai de uma montanha-russa, mas é salva misteriosamente, e sua melhor amiga, Vee, é atacada por esse mesmo homem.


Patch sabe de tudo da vida de Nora, mas ela nada sabe dele. Tenta por diversas vezes questioná-lo, mas ele sabe como desconcentrá-la. Em uma briga que o rapaz se envolveu Nora nota uma estranha cicatriz nas costas de Patch: um grande V, de cabeça para baixo. O que seria isso? Cicatriz de briga? Acidente de carro? Sua mente estava completamente confusa.


Se você, assim como eu, gosta de aventuras de tirar o fôlego, leia “Sussurro” e entre nessa fantástica história sobre anjos caídos.