22 de outubro de 2010

Eu, Christiane F. 13 anos, drogada, prostituída...

Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída... 47. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
A obra "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída", um clássico dos anos 70 e 80, tornou-se novamente um fenômeno de vendas.
Após anos e anos livre das drogas, a personagem principal do livro (história verídica de Christiane) voltou a drogar-se pelas ruas de Berlim. Essa triste notícia apareceu nos principais jornais e revistas pelo mundo há pouco tempo.
Infelizmente, é o retrato atual da sociedade em que vivemos: crianças e jovens sem estrutura familiar, ou que não tem uma personalidade forte para dizer não às drogas, ou até mesmo a influência daqueles que consideram amigos.
O livro retrata a vida de Christiane F., que, na época, com apenas 13 anos, usava heroína diariamente, realizava pequenos furtos e se prostituia para manter o vício.
Christiane quis que este livro viesse a público, pois assim como quase todos os viciados em drogas, desejava romper o silêncio opressivo que cerca a questão dos tóxicos entre os adolescentes.
Todos os sobreviventes da turma de Christiane, bem como seus pais, apoiaram o projeto do livro e concordaram, para reforçar a autenticidade deste documento, com a publicação de nomes e fotografias.
Terminei o livro me sentindo totalmente arrasada: como a sociedade ignora as pessoas viciadas, como uma família não percebe, logo no início, o envolvimento da pequena adolescente no mundo das drogas? Será que os pais da pequena garota não quiseram enxergar a realidade? Remetendo aquela velha e conhecida frase: "nunca na minha família acontecerá isso, somente na vida dos vizinhos".
"Como pude não perceber o que estava acontecendo com Christiane? Diversas vezes me fiz essa pergunta. A resposta é simples, mas tive que conversar com vários pais para suportá-la: eu não queria reconhecer que minha filha se tornara uma viciada. É simples. Enquanto pude, fechei os olhos para não enxergar" (Início do relato da Mãe de Christiane).
Revoltante, pois nos traz uma realidade que a sociedade tenta esconder ou deixar de lado os problemas daqueles que o procuram!
Vale a pena ler e conhecer um pouco mais da triste história de Christiane F.
Por Thais Miassi

21 de outubro de 2010

Nada Dura Para Sempre

SHELDON, Sidney. Nada dura para sempre. Rio de Janeiro: Record, 2009.

Acabei de ler um livro que a principio achei o titulo um pouco forte mas no decorrer da trama passei a entender melhor. O livro é : Nada Dura para Sempre- de Sidney Sheldon .
Três médicas que trabalham no mesmo hospital passam por todo tipo de pressão e preconceito por serem mulheres.
Uma história de erros, acertos e enganos no julgamento de outras pessoas. As Doutoras Paige, Kat e Honey vivem uma rotina totalmente extressante para provar que são competentes mas o dia a dia mostra que de uma hora para outra as coisas podem mudar.
Uma trama envolvente que mistura amor, mentira, assassinato e outros sentimentos. Quem é mau ou quem é bom? A única certeza é a de que tudo pode mudar e Nada dura para sempre.
Por Cynira B.

6 de outubro de 2010

Mulheres, Comida & Deus

Alguns meses atrás, li em uma revista de culto a "beleza" e ao "corpo perfeito", sobre um livro que havia transformado a vida da apresentadora norte-americana, Oprah Winfrey. Fiquei interessada em conhecer tal obra que prometia transformar nossa visão e crença sobre a comida.



ROTH, Geneen. Mulheres, comida e Deus. São Paulo: Lua de Papel, 2010.
Tenho certeza absoluta que achei que seria impossível tal fato. Afinal, desde minha adolescência sofro com problemas sérios de "engorda-emagrece-engorda". Cobrança de namorados, de amigos e até mesmo familiares, mas o pior: a cobrança que eu me fazia diariamente - "você é o ser mais gordo do planeta", "você é enorme", "que braços são esses?" e muitos outros.


Quando recebi em casa o livro "Mulheres, Comida & Deus" me identifiquei na hora. Como o nosso superego tende a nos maltratar, a nos considerar a pior espécie. E descobri que esse problema não afetou somente a mim por anos e anos, mas que existem muitas mulheres que enfrentam diariamente esse poder autodestrutivo.


"Queremos ser magras porque a magreza é a suposta moeda corrente da felicidade, da paz e do contentamento em nossa época. E, embora essa moeda seja uma mentira - os jornais estão cheios de celebridades magérrimas infelizes - a maioria dos sistemas de perda de peso não traz felicidade para as pessoas. Ou paz. Ou contentamento. A magreza não resolve o vazio que não tem forma, peso ou nome. Até mesmo uma dieta extremamente bem-sucedida é um fracasso colossal porque dentro do novo corpo está o mesmo coração apertado. A fome espiritual não pode ser resolvida no nível físico".


Após o término do livro, descobri um novo pensar na relação "comida x emagrecimento". Não. Literalmente, não, não estou falando mentiras ou algo surreal... realmente, nos apegamos tanto a concepção de que sermos magras seremos felizes, que quando conquistamos tal objetivo, nos frustramos no final .... e não encontramos a felicidade.


Mas, qual o motivo disso? Qual explicação? Na maioria das pessoas, a compensação na comida está relacionada a algum problema não resolvido e a culpa acaba sempre recaindo no fato de estar gorda.


Vale a pena ler o livro de Geneen Roth. Recomendo. E sei que muitas mulheres que se encontrarem com as palavras e reconhecerem o problema, assim como eu descobri, entenderão que a comida não é o combustível para o alcance de nossa felicidade.




Por Thais Saes Miassi