6 de outubro de 2010

Mulheres, Comida & Deus

Alguns meses atrás, li em uma revista de culto a "beleza" e ao "corpo perfeito", sobre um livro que havia transformado a vida da apresentadora norte-americana, Oprah Winfrey. Fiquei interessada em conhecer tal obra que prometia transformar nossa visão e crença sobre a comida.



ROTH, Geneen. Mulheres, comida e Deus. São Paulo: Lua de Papel, 2010.
Tenho certeza absoluta que achei que seria impossível tal fato. Afinal, desde minha adolescência sofro com problemas sérios de "engorda-emagrece-engorda". Cobrança de namorados, de amigos e até mesmo familiares, mas o pior: a cobrança que eu me fazia diariamente - "você é o ser mais gordo do planeta", "você é enorme", "que braços são esses?" e muitos outros.


Quando recebi em casa o livro "Mulheres, Comida & Deus" me identifiquei na hora. Como o nosso superego tende a nos maltratar, a nos considerar a pior espécie. E descobri que esse problema não afetou somente a mim por anos e anos, mas que existem muitas mulheres que enfrentam diariamente esse poder autodestrutivo.


"Queremos ser magras porque a magreza é a suposta moeda corrente da felicidade, da paz e do contentamento em nossa época. E, embora essa moeda seja uma mentira - os jornais estão cheios de celebridades magérrimas infelizes - a maioria dos sistemas de perda de peso não traz felicidade para as pessoas. Ou paz. Ou contentamento. A magreza não resolve o vazio que não tem forma, peso ou nome. Até mesmo uma dieta extremamente bem-sucedida é um fracasso colossal porque dentro do novo corpo está o mesmo coração apertado. A fome espiritual não pode ser resolvida no nível físico".


Após o término do livro, descobri um novo pensar na relação "comida x emagrecimento". Não. Literalmente, não, não estou falando mentiras ou algo surreal... realmente, nos apegamos tanto a concepção de que sermos magras seremos felizes, que quando conquistamos tal objetivo, nos frustramos no final .... e não encontramos a felicidade.


Mas, qual o motivo disso? Qual explicação? Na maioria das pessoas, a compensação na comida está relacionada a algum problema não resolvido e a culpa acaba sempre recaindo no fato de estar gorda.


Vale a pena ler o livro de Geneen Roth. Recomendo. E sei que muitas mulheres que se encontrarem com as palavras e reconhecerem o problema, assim como eu descobri, entenderão que a comida não é o combustível para o alcance de nossa felicidade.




Por Thais Saes Miassi

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