21 de novembro de 2010

Desejo de liberdade

DIAS, Ricardo. Desejo de liberdade. Catanduva: Boa Nova, 2010.

Desejo de liberdade é uma obra que narra a história de Valentino, jovem filho do barão do café na época triste da escravidão.

Seu ideal de vida sempre foi a libertação de seus amigos negros. Com muita luta e dedicação consegue melhorar a vida na senzala e também realizar o sonho de Muzú, escravo mais velho de sua fazenda, retornar à sua terra natal.
"Na criação do mundo, Deus criou o homem e lhe deu as condições de sobreviver e procriar. Os homens eram brancos. Depois de algum tempo o homem se tornou astuto e perverso. Começou a enganar os seus semelhantes e a tentar lubridiar Deus.
Deus ficou furioso e criou o homem negro, sendo ele bom e justo. Essa foi a maneira de Deus evidenciar ao branco os seus erros. No entanto, o homem branco era esperto e acabou dominando os negros, aproveitando-se deles e os escravizando.
Ouvindo a história e pensando a respeito, eu lhe perguntei:
- Mas como Deus permitiu essa injustiça, deixando os brancos dominarem os negros?
Então ele completou:
- Deus como recompensa determinou que os negros teriam mais tempo de vida que eles sobre a terra. Como todos na hora da morte sempre lutam por um segundo a mais de vida, essa seria a dádiva destinada aos negros. Aos brancos restaria a reflexão de que, se tivessem sido bons e retribuíssem o amor aos outros, poderiam ter vivido mais".
Esse livro é mais do que uma história sobre a escravidão no Brasil. Trata-se de um compendio sobre todas as mazelas de uma sociedade. Ricardo Dias apresenta os dramas, as lutas e as vitórias de um povo oprimido e também daqueles que dedicaram a vida aos ideais abolicionistas.
Com toda certeza, um livro emocionante e que valerá momentos de muita reflexão!
Por Mirlei Saes
Categoria: Romance espírita.

9 de novembro de 2010

A beleza está nos olhos de quem vê

CURY, Camila. A beleza está nos olhos de quem vê. Rio de Janeiro: Sextante, 2010.


As mulheres de todo o mundo estão sofrendo uma das maiores torturas psicológicas de todos os tempos: a ditadura da beleza Basta uma olhada rápida numa revista de moda ou num comercial de TV para compreender que a sociedade criou um padrão de beleza inatingível, totalmente fora da realidade da mulher comum.

A consequência disso é que, como a maioria de nós não se enquadra nesse padrão, nos sentimos inferiores e nos tornamos amargas e fechadas, como se a felcidade dependesse do número do nosso manequim.

Por nos fixarmos tanto na imagem externa, esquecemos de dar valor à nossa essência, aos nossos talentos, às coisas que nos tornam únicas e especiais. E então nos encolhemos no casulo do medo e da segurança.

Na obra A beleza está nos olhos de quem vê, a autora e psicóloga Camila Cury (filha do escritor e psiquiatra Augusto Cury) nos ajuda a redescobrir a capacidade de amar a nós mesmas pelo que somos e não pelo que aparentamos.

Um livro que, além de nos ajudar a compreender o nosso EU, ensina a ver realmente quem somos e a verdadeira beleza que possuimos. Fascinante!

6 de novembro de 2010

Desaparecidas

MOONEY, Chris. Desaparecidas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. (Suma policial).


Darby McCormick conhecia Melaine Cruz e Stacey Stephens havia anos. Amigas de infância, celebravam então o aniversário de 16 anos de Mel, numa bebedeira descompromissada no bosque próximo a sua casa. Mal sabiam que aquela noite marcaria o fim trágico da amizade das três jovens: ao testemunharem acidentalmente o brutal assassinato de uma mulher, elas fugiram apavoradas do local, mas deixara pistas suficiente para que o criminoso as encontrasse e garantisse o silêncio eterno delas. Das três amigas, somente Darby sobreviveu.

Anos mais tarde, ela trabalha como investigadora para o Departamento de Polícia de Boston. Sua função é justamente vasculhar cenas de crimes em busca até das pistas que pareçam mais insignificantes. Como se quisesse, insconscientemente, vingar-se do assassino de suas amigas.

Quando uma jovem é levada de sua própria casa no meio da noite, uma testemunha inesperada cruza o caminho da jovem investigadora. A moça, Rachel Swanson, está em estado de choque, malnutrida - e estava desaparecida havia cinco anos. Como ela, existem outras, de que suas famílias nunca mais ouviram falar. E que podem ter sido vítimas do mesmo psicopata. Possivelmente o mesmo que há anos aterroriza os pesadelos de Darby.

Em Desaparecidas, Chris Mooney consegue prender o leitor do início ao fim. Uma obra no estilo do seriado CSI de tirar o fôlego.

Se você gosta de ficção policial, esse livro não pode faltar na sua leitura!!!


Chris Mooney nasceu em Lynn, Massachuset, e vive atualmente em Boston com sua esposa e seu filho. Escreveu Deviant Ways (2000), World Without End (2001) e Remembering Sarah (2004), obra ganhadora do Edgar Award. É também autor da série de livros policiais de Darby McCormick, da qual Desaparecidas é o primeiro volume. Para maiores informações, acesse: http://www.chrismooneubooks.com/

2 de novembro de 2010

O Jardim Secreto de Eliza

MORTON, Kate. O jardim secreto de Eliza. Rio de Janeiro: Rocco, 2009.

Acabei de finalizar a leitura do livro "O Jardim Secreto de Eliza" e, novamente, a autora Kate Morton me proporcionou momentos deliciosos e fantásticos!

A autora tem um jeito singular de escrever: ela mistura romance histórico com atualidade, além de muitos mistérios e segredos que cercam a sociedade da Europa do século XIX e XX. O seu segundo livro conta a história de Nell O´Connor que, aos 4 anos, é abandonada em um navio rumo à Australia. Carregando apenas uma pequena mala, sozinha e com medo, ela chama por Autora, uma misteriosa mulher que prometeu cuidar dela, mas que desapareceu sem deixar rastros.

"Estava escuro onde ela estava agachada, mas a menina fez o que tinham mandado. A dama tinha dito para esperar, que ainda não era seguro, que elas tinham que ficar bem quietinhas. Era uma brincadeira, a menina sabia, igual a esconde-esconde. De trás dos tonéis de madeira, a menina ouvia. Formou uma imagem em sua mente, como papai tinha ensinado. Homens, próximos e distantes, marinheiros, ela supunha, gritavam uns com os outros. Vozes altas e brutas, cheias do mar e seu sal. Ao longe: sirenes de navios, apitos de metal, remos batendo na água; e, no alto, gaivotas cinzentas gritando, asas abertas para absorver a luz do sol. A dama ia voltar, ela dissera que ia, mas a menina tinha esperança de que fosse logo".

Em 1975, Nell decide viajar pela Cornualha para recuperar seu passado e descobrir, finalmente, suas raízes. Guiada por um livro de contos de fadas vitorianos, a única pista que possui, vai desvendando página a página o segredo que liga à mansão Blackhurst. Trinta anos depois, a neta de Nell, Cassandra recebe uma inesperada herança de sua avó. Deixando para trás os surbúbios de Brisbane, a jovem ruma para a mesma região da Inglaterra onde Nell se aventurara décadas atrás.

Lá encontra um chalé em ruínas, com um jardim secreto, temido pelos habitantes locais, devido a sua lendas assombrosas. É nesse misterioso lugar que esconde a trágica verdade sobre a Autora de contos de fadas, Eliza Makepeace e sua verdadeira relação com a pequena menina abandonada no navio.

Imperdível!



Kate Morton é formada em artes dramáticas e literatura inglesa. Seu primeiro romance, "A Casa das Lembranças Perdidas" (fascinante!!!), foi best-seller absoluto na Inglaterra e traduzido em 31 países, inclusive no Brasil. Vive em Brisbane, na Autralia, com o marido e dois filhos.




Por Thais Miassi