5 de julho de 2011

Um Lugar Para Todos - Thirty Umrigar

UMRIGAR, Thirty. Um lugar para todos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
É difícil escrever uma crítica sobre sua autora favorita. No meu caso, falar de Thirty Umrigar é complicadíssimo, pois adoro todos seus livros, sua escrita, suas personagens.

Quanto tenho que indicar um livro para alguém, Umrigar é a escolha certa.

A autora, nascida em Bombaim na Índia, retrata muito bem a sociedade indiana com seus costumes, tradições, alegrias e dificuldades.

Agora o sol está bem desperto, mostrando, feroz, suas garras, fazendo o suor escorrer pelas costas de todos. Antes que complete sua jornada no céu e seja recebido de braços abertos pelo mar da Arábia, muita coisa vai acontecer: migrações para a cidade, nascimentos, matrimônios, mortes por dotes, amores proibidos, aumentos de salário, primeiros beijos, processos de falência, acidentes de trânsito, transações comerciais, lucros e prejuízos, fechamentos de fábricas, aberturas de exposições, saraus de poesia, discussões políticas, despejos. Todos os acontecimentos da história humana se repetirão hoje. Tudo que já aconteceu um dia voltará a acontecer hoje. A vida toda vivida em um dia.

Um dia, um dia. Uma urna de prata contendo expectativa e esperança. Outra chance. De reinventar, de ressuscitar, de reencarnar. Um dia. O mínimo e o máximo da vida de todos nós.

Nesse livro, Um Lugar para Todos, Umrigar conta a história dos moradores do Edifício Wadia, localizado no subúrbio de Bombaim. São diversos personagens que, apesar das intrigas entre si, formam uma verdadeira família.

Recomendo para aqueles que gostam de drama e de conhecimento da cultura indiana.

Outros livros de Umrigar que li e recomendo: A Distância Entre Nós e A Doçura do Mundo.

3 de julho de 2011

A Mulher de Pilatos

MAY, Antoinette. A mulher de Pilatos. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.

“A Mulher de Pilatos” é um livro emocionante e repleto de informações históricas sobre o Antigo Império Romano e os costumes da sociedade da época (adoração a diversos deuses, o domínio do homem sobre a mulher, os castigos dos pecados, a escravidão, as lutas entre os gladiadores, etc).

A autora Antoinette May cria uma história em que ficção e realidade se misturam com perfeição ao contar a vida de Cláudia Prócula.

Nascida com o dom da premonição, Cláudia era atormentada por visões de guerra e morte desde a infância. Mas, seu comportamento era diferente das outras mulheres: ao mesmo tempo que se comportava como uma dama era astuta e perseverante nos seus desejos.

Com essa personalidade inquietante conquistou o jovem Pôncio Pilatos. Mesmo casada, Cláudia se apaixona perdidamente pelo gladiador Holtan, mas continua lutando ao lado do marido para manter a ordem na sociedade romana, tomada pelo caos político e social.

Nesse tempo, conhece a sua amiga Miriam de Magdala, uma famosa prostituta da época. Cláudia prevê um homem que modificará toda a vida de sua amiga: um homem chamado Jesus.

Apesar do dom da vidência, a domina de Pilatos não consegue interferir no curso da história e evitar um dos mais trágicos acontecimentos de todos os tempos: a crucificação de Jesus.

Envolvente do início ao fim, riqueza de detalhes e repleto de romance, religião, aventura e suspense, “A Mulher de Pilatos” apresenta a possível vida dessa misteriosa mulher que, apesar de aparecer uma única vez na Bíblia, está profundamente ligada à história do cristianismo.